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01/11/2011 • atualizado às 00:00

Vem aí um novo aumento de passagens!

Fui nomeado Engenheiro do DER/AL, pelo Interventor General Tubino. Assumi e fui ser Assessor do Diretor Geral, Eng. Antonio Araujo. Depois fui escolhido para Diretor da Divisão de Construção e Pavimentação e, por último, Diretor da Divisão de Trânsito, onde exerci a função durante 22 anos. Fiscalizávamos as Empresas Intermunicipais de Coletivos e fazíamos a Sinalização Rodoviária. Nessa função, ao assumir, encontrei uma Comissão para receber, estudar e aprovar majorações de preços de passagens e, as Empresas para conseguirem tarifas elevadas, davam propinas a alguns dos seus membros. A corrupção era grande. Sugeri e tive a aprovação do Diretor Geral e do Conselho Rodoviário, para que os preços das passagens fossem obtidos, com o uso de um “coeficiente tarifário”, vindo de Brasília, do então Conselho Interministerial de Preços. Daí em diante, passei a sofrer ameaças, devido às perdas das “boquinhas”. Quando os Empresários queriam aumento, voavam pra Brasília e lá conseguiam majorações. Com a inflação galopante, aqui-acolá chegava um “coeficiente”, o qual era multiplicado pelas distancias entre as Cidades e Povoados, para que chegássemos ao preço das passagens. Se haviam propinas em Brasília, acabamos com ela aqui em Alagoas. Cabia a mim, informar ao CIP, a marca, idade, capacidade e estados de conservação dos ônibus, bem como o número de passageiros transportados por cada linha, despesas das empresas com pessoal e material, impostos, consumo de combustíveis e lubrificantes, tipo de pavimentos, etc. Era previsto um percentual de lucro para as empresas e, com estes e outros dados, o CIP chegava ao “coeficiente tarifário”, através de fórmulas matemáticas.

Aqui em Maceió, quem elabora a planilha para aumento das passagens de ônibus urbanos, são os empresários, a qual é submetida a um Conselho, à Câmara de Vereadores e, por fim, para o Prefeito sancionar ou não. Há anos passados, já houve caso de aprovarem um valor elevado, para o Prefeito “fazer média” e baixar a tarifa, sem nenhum critério matemático, pra ficar de bem com o povo. Parece que hoje em dia, isto já não acontece. Ora, qualquer dez ou quinze centavos a mais ou a menos, são milhões de reais que as empresas, ganham ou perdem. A Matemática é uma ciência exata e usando honestamente a sua fórmula, com valores reais e criteriosos, nem as empresas perdem, nem o povo e, chega-se uma tarifa justa, para que não haja enriquecimento ilícito das empresas, com o empobrecimento dos maceioenses. Sei que as Empresas Concessionárias suam muito para ganhar dinheiro, pois, o dia-a-dia de cada uma, é infernal. São inúmeros problemas com motoristas, cobradores, oficina, almoxarifado, impostos, multas, causas trabalhistas, desonestidade de fiscais e funcionários, etc. etc. Por tudo isto, elas merecem uma remuneração justa e honesta. Os maceioenses, também, não merecem ser sacrificados. Esperamos que, no meio dos calculistas, analistas e aprovadores do novo preço de passagem, não perambulem indivíduos tidos como técnicos, daqueles que vendem a alma, por qualquer propina. Já sei de um que, ................Ave Maria!

Em tempo - Agradeço o aplauso e o incentivo do amigo Desembargador, Dr. Juarez Marques Luz.

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