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Descaso
Falta de matadouro ameaça saúde pública em União dos Palmares
Prefeito Kil ignora problema e animais são abatidos em outros municípios
Prefeito Kil Freitas
Com a destruição do matadouro municipal na enchente de 2010,os moradores de União de Palmares que consomem a carne de animais abatidos na região correm sério risco de contrair doenças. Sem nenhum controle de saúde ou fiscalização sanitária, o animal é abatido em municípios vizinhos, a carne fica sob o chão e sangue e vísceras escorrem a céu aberto. Além das despesas com o deslocamento, os comerciantes reclamam que têm prejuízo com perdas de mais de 10 quilos por cada abate.
De acordo reportagem publicada em O Jornal, a área em que funcionava o antigo matadouro deu espaço para terra, pedras, mato e sujeira. Um cenário degradante que tem causado revolta a quem precisa fazer o abate naquele local. “A enchente só destruiu uma parte, e estava sendo reconstruída, quando, já perto de as obras serem concluídas, a prefeitura resolveu acabar com tudo. Não havia necessidade de destruir o prédio”, afirmou o comerciante Marcelo Tavares Galvão.
Ainda segundo a matéria veiculada em O Jornal, para o comerciante, e outras 500 pessoas, essa situação representa o descaso que a administração municipal tem tratado a questão. “O prefeito [Areski Freitas Júnior, conhecido por Kil] não quer o matadouro. Simplesmente, é isso. Hoje, somos completamente dependentes de São José da Laje e Santana do Mundaú”, criticou o açougueiro Édson da Silva.
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