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09/02/2012 • atualizado às 12:24

Artigo

CSE é prova de que política e futebol não combinam

       
CSE é prova de que política e futebol não combinam

Túlio Maravilha

Uma grande suposta jogada de marketing, envolvendo esporte e política, quase fez com que o torcedor, eternamente sofredor e apaixonado pelo histórico, muitas vezes roubado e enganado CSE, acreditasse que dessa vez seria possível a conquista de um campeonato alagoano

Veio, sim, um dos maiores goleadores da história recente do futebol brasileiro. Que bom. Que surpresa! Inclusive, estreou marcando o gol prefeito James Ribeiro (nada mais ridículo, ou piegas), talvez acertado a “pé de orelha”, ou tendo feito, também supostamente, parte de mais um engodo a que se submete o povo de Palmeira dos Índios. Uma manobra considerada por muitos, puro casuísmo, visto que transcorre mais um ano eleitoral.

O CSE faz parte da história, das glórias e das dores que esse povo de origem plenamente passional já sofreu. Em tempos profissionais, nunca fora campeão. Entretanto, em épocas amadoras, de grandes atletas como Firmino Passos, Tonheiro, Dirceu Souza, Bené, e tantos outros, brilhou, e muito, o tricolorido palmeirense. Era respeitado e temido. Quem ainda vive, contou e conta, ou sabe das bolas roladas pelos então campos “carecões” de Alagoas, sabe também do orgulho que o Centro Social e Esportivo (CSE) sempre deu a Palmeira, antes tão crescente e desenvolvida, hoje, reles “quintal” de Arapiraca.

Aí está, mais uma vez, o torcedor do CSE, ainda movido pela sua dignificante paixão, ludibriado por manipuladores de sua alegria ou de sua tristeza. A história recente do tricolor palmeirense denota tudo isso, muito transparentemente. Muitos sabem, outros não querem ver, e muito poucos assumem os seus erros em relação a uma das maiores paixões do povo de Palmeira dos Índios.  A torcida já apresenta sinais de revolta por mais uma campanha, que até começou bem, mas que, após sete rodadas, mostra que mais uma vez os dirigentes do CSE e os políticos da Terra dos Xucurus metem os pés pelas mãos. O presidente do Clube é o cronista esportivo e radialista Antônio Oliveira, que apesar de ser sem dúvidas um cidadão honesto, cheio de desprendimento e boa-vontade, não possui a experiência e o “jogo de cintura” que o cargo sugere. Principalmente em se tratando de um time do interior.  Irritou-se quando este jornalista o questionou sobre os dirigentes tricolores nada terem feito acerca da desastrada arbitragem, que acarretou uma derrota frente ao CSA. Argumentou inclusive que uma possível representação junto ao Tribunal de Justiça Desportiva – TJD, poderia desencadear uma revolta entre os árbitros e “aí é que eles vão prejudicar o CSE”, segundo Oliveira. Ora, isso é simplesmente se tornar refém de péssimos árbitros.

E assim segue cambaleando a equipe do glorioso CSE. O andarilho Túlio Maravilha, parecia dar vida nova ao futebol Palmeirense. Em busca de completar os seus mil gols, cujos cálculos só ele mesmo e a torcida do Botafogo confirmam, veio para fazer pelo menos 17, e depois buscar o resto no próprio time da estrela solitário. Três primeiros jogos, três gols. Foi um excelente início, mas a festa acabou. Não tem marcado mais e tem apenas aborrecido a torcida, que já critica duramente os dirigentes e o Prefeito James Ribeiro. “Ano de eleição, então ele queria fazer campanha às custas do CSE”, comentou desolado nas arquibancadas do Trapichão o antigo torcedor Geraldo Branco, após a última partida e derrota contra o CRB.

 *Carlos Augusto Barros Filho (carretinha10@hotmail.com)


Comentários:

Torcedor tricolor disse em 10/02/2012 as 17:49

Um dia quando menos esperar o CSE vai calar TODO O ESTADO DE ALAGOAS, e em Palmeira do índios a felicidade reinará. com fé em DEUS.

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