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14/02/2012 • atualizado às 10:16

Pela democracia

OAB e CNBB acompanharão julgamento da Ficha Limpa

Supremo retoma análise da lei nesta quarta-feira; entidades querem aprovação da constitucionalidade da lei

       
OAB e CNBB acompanharão julgamento da Ficha Limpa

Ophir (à esq.) ressaltou para Dom Damasceno a importância da Lei Ficha Limpa para a democracia Foto: Eugenio Novaes

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Raymundo Damasceno Assis, confirmou a presença da entidade juntamente com o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na sessão do Supremo Tribunal Federal da próxima quarta-feira (15), em que será retomado o julgamento sobre a validade da Lei Complementar 135/10, mais conhecida como lei da Ficha Limpa. A presença da CNBB foi confirmada em encontro realizado hoje (13) entre Ophir e o presidente da Conferência, em Brasília.

No encontro, o presidente da OAB ressaltou a importância do julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 30, ajuizada pela OAB, para a democracia no país. Ophir lembrou que caso a ADC seja aprovada, a lei, que institui novos casos de inelegibilidade e decorre de projeto de iniciativa popular, valerá já para as eleições municipais deste ano. "Será um julgamento simbólico para o país. A OAB e a CNBB estarão, como acontece tradicionalmente, engajadas na busca de ver os políticos ficha suja afastados do processo eleitoral brasileiro", afirmou Ophir Cavalcante.

Outro tema debatido na reunião foi a apresentação à CNBB dos termos do anteprojeto de lei de iniciativa popular que visa rever a Lei 141/12, em busca de ampliação dos recursos orçamentários à saúde pública. Na reunião, a OAB e demais entidades médicas que integram a "Frente Nacional por Mais Recursos na Saúde" requereram o apoio da Igreja no processo de coleta das cerca de 1,4 milhão de assinaturas que são necessárias para que o projeto seja entregue ao Congresso Nacional. Na avaliação da Frente, os vetos da presidente Dilma Rousseff à Lei complementar 141/12, que regulamentou a Emenda 29 e fixou percentuais mínimos de investimentos da União, Estados e Municípios na saúde pública, estão longe de atender ao artigo 196 da Constituição, sendo insuficientes para garantir a saúde como direito de todos e dever do Estado.

A CNBB ficou de debater o assunto em sua Assembleia, mas manifestou inicialmente o apoio à questão da saúde, que é, exatamente o, tema da Campanha da Fraternidade deste ano - intitulada "Fraternidade e Saúde Pública".

Também participaram da reunião, pela OAB, o membro honorário vitalício da OAB, Roberto Busato, e o presidente da Seccional da OAB do Tocantins, Ercílio Bezerra. Pelas entidades médicas, estiveram presentes o vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Lairson Rabelo, e o conselheiro do Conselho Nacional de Saúde e representante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Jurandi Frutuoso, entre outros. Pela CNBB, participaram também o secretário-geral, Dom Leonardo Ulrich Steiner, e o representante da Comissão Justiça e Paz, Carlos Moura.


OAB

Tags: OAB,Ordem,CNBB,Igreja,Ficha Limpa,STF,Supremo

Comentários:

Claudio Marcio Araujo da Gama disse em 17/02/2012 as 21:33

Edifício Presidente: Assembleia introduz conceito de ficha limpa em regulamento

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/edificio-presidente-assembleia-introduz-conceito-de-ficha-limpa-em-regulamento/52154/

Adolfo Victor Lucht disse em 15/02/2012 as 22:42

como seria bom se a igreja e movimentos sociais como um todo promovessem abaixo assinados a cada mais ou menos 4(QUATRO) ANOS, Principalmente os relacionados a corrupção, pois os corruptos metem a mão no dinheiro da saúde, segurança, educação.... e é por isso que este país vai mal em enes os setores, projetos de leis como o que torna crime hediondo a corrupção se fosse aprovado todo e qualquer corrupto poderia ficar preso provisoriamente, voto aberto no congresso ajudaria na transparência das votações e diminuiria a compra de parlamentares para votar contra u favor a tal projeto de lei, fim do foro privilegiado ajudaria a justiça a julgar mais rapidamente os corruptos em tribunais comuns, pl:00379 de 2007, pl:06826 de 2010...etc...

Adolfo Victor Lucht disse em 15/02/2012 as 22:42

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Adolfo Victor Lucht disse em 15/02/2012 as 22:42

como seria bom se a igreja e movimentos sociais como um todo promovessem abaixo assinados a cada mais ou menos 4(QUATRO) ANOS, Principalmente os relacionados a corrupção, pois os corruptos metem a mão no dinheiro da saúde, segurança, educação.... e é por isso que este país vai mal em enes os setores, projetos de leis como o que torna crime hediondo a corrupção se fosse aprovado todo e qualquer corrupto poderia ficar preso provisoriamente, voto aberto no congresso ajudaria na transparência das votações e diminuiria a compra de parlamentares para votar contra u favor a tal projeto de lei, fim do foro privilegiado ajudaria a justiça a julgar mais rapidamente os corruptos em tribunais comuns, pl:00379 de 2007, pl:06826 de 2010...etc...

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