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16/11/2011 • atualizado às 00:00

Pitstop

É verdade que o Palio ficou mais bonito e mais espaçoso, com possibilidades de ser equipado e de ser personalizado, mas continua sendo o Palio de sempre, mesmo porque o modelo da terceira geração (esta é a quinta) continuará à venda na versão Fire e deve ser a mais vendida. A Fiat aposta entre cinco mil e seis mil unidades/mês. A expectativa é que as demais versões vendam entre oito mil e nove mil unidades. Se isto acontecer o Palio chegará em cerca de 14 mil. Aí passará ao Celta e ocupará a terceira posição, atrás do Uno. Mas isto é para o ano que vem.

Andei no carro no trânsito de Belo Horizonte. Foram cerca de meia hora no anda e para que mal deu para sentir o carro de verdade. Os semáforos e o trânsito não deixavam sentir a aceleração em alta velocidade. O interior do Palio ficou muito melhor. É um carro bem acabado e com detalhes que o deixaram mais bonito. Ficamos confortavelmente instalados dentro dele e o passageiro de trás também tem muito conforto. A Fiat acertou no painel e no volante, principalmente porque há a possibilidade de várias combinações que pode deixar o carro mais jovem, mais esportivo ou mais sério.

Uma coisa rara no lançamento do Palio em Belo Horizonte foi a franqueza do diretor comercial da Fiat, Lélio Ramos, que ao ser indagado porque ficou o Palio Fire geração três e não a geração quatro ele disse:

Precisamos ser francos. Ele é mais bonito do que o outro.
Não é comum ouvir uma montadora dizer que na renovação do carro, ele ficou pior, pelo menos no desenho. Mas todos concordaram. O que está sendo vendido a partir desta segunda-feira em grande parte da rede de concessionárias, está mais moderno. E teve também os ajustes de praxe de suspensão e motor. Os pneus são os chamados verdes, que têm menor aderência e com isso mais econômicos.

Para a Fiat o importante é informar que este é um carro novo, produzido em uma nova plataforma e todos os esforços foram feitos para que ele chegue entre os três primeiros colocados. A Fiat investiu R$ 1 bilhão no projeto, estando aí computado o valor que foi investido na fábrica da Argentina, que levou mais da metade do dinheiro.

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