17 de Maio de 2012
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16/11/2011 • atualizado às 00:00

Gabriel Mousinho

O comando da Secretaria de Defesa Social volta a se preocupar com a marginalidade que atua na capital do estado.
Denúncias do Jornal O Globo apontam Alagoas como um dos estados em que milícias particulares atuam na periferia da cidade, dando proteção a empresários já usualmente assaltados para livrá-los da bandidagem que infesta Maceió.
Isso é de preocupar o governo, porquanto a atuação de milícias pagas, com suspeita de militares participando desta operação, como em outros estados a exemplo do Rio de Janeiro e São Paulo, é um risco para todos.
Esta situação é preocupante, uma vez que ninguém sabe os limites da atuação desses grupos que começam a infestar o país. No Rio de Janeiro, um deputado estadual, que participou da CPI das Milícias, teve que viajar para a Europa depois de receber várias ameaças de morte.
A Secretaria de Defesa Social deve agir rápido para que o problema possa ser resolvido, sob pena de aumentar o número de delitos nos principais bairros pobres da capital.
O receio de toda sociedade é de que o combate aos bandidos, desta forma, possa de uma forma ou de outra migrar para novas ações, ceifando vidas de inocentes misturadas com marginais que atuam na periferia.
Uma ação eficaz da polícia nos bairros mapeados e com grande incidência de crimes, pode amenizar os efeitos das milícias particulares, que ganham para defender alguns setores da sociedade, mesmo que isso venha a custar mais vidas.


Indecisão
Se dependesse o deputado federal Joaquim Beltrão, ele não ficaria nem mais um dia em Brasília. Ele não gosta da atividade parlamentar e seu objetivo maior é voltar à prefeitura de Coruripe. Para seu irmão João Beltrão seu filho deve se preparar para uma candidatura a federal em 2014, onde substituiria Joaquim.

Indecisão 2
O dilema é Joaquim deixar a Câmara Federal e entregar de mão beijada a vaga a Paulão, do PT, seu primeiro suplente. Na família ninguém gostaria que isso acontecesse e é por isso mesmo que existe também a possibilidade de Joaquim continuar no sacrifício em Brasília e lançar sua mulher candidata em Coruripe.

De volta
Outro deputado federal que está com um pé de volta a Maceió é Givaldo Carimbão. Ele precisa de maior luminosidade na capital para tentar se lançar candidato a prefeito de Maceió. A secretaria da Paz, aquela que ninguém sabe onde fica, seria o seu destino, mas dependendo do que for acertado com o governador Téo Vilela.
Em cima do muro
Como bom tucano o PSDB fica pendendo de um lado para outro sem saber como enfrentar as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público sobre benesses que teriam sido conseguidas para as últimas campanhas através do Banco PanAmericano. Um processo desgastante para um governo que enfrenta em menos de um ano eleições municipais e projeta novas vitórias para 2014.

Expectativa
Conhecidos políticos alagoanos estão com a orelha em pé sobre a decisão do TSE sobre o ficha-suja nas próximas eleições. São condenações que vão desde o Tribunal de Contas da União por má aplicação ou desvio de recursos públicos, a crimes contra a vida.


Quem vai vencer?
A briga pelas prefeituras municipais tem tido contornos curiosos. O PMDB diz que está trabalhando sério com pelo menos quarenta candidatos a prefeito nas próximas eleições. O PP do senador Benedito de Lira, diz que sessenta candidatos têm condições suficientes de emplacar no próximo ano. O PSD do deputado federal João Lyra também já tem mais de quarenta candidatos para 2012, afora o PSDB do governador Teotônio Vilela, que trabalha na mesma proporção. Como se tem apenas cento e dois municípios, vamos ver quem sairá na frente nesta competição.

Luz no fim
do túnel
O ex-governador Ronaldo Lessa aposta que Téo Vilela deverá ser cassado em decisão do Tribunal Superior Eleitoral até o final do ano, prazo estabelecido para o julgamento de todos os recursos feitos com relação à última campanha eleitoral. Embora os tucanos achem isso impossível, o governo vê com preocupação esse julgamento. Exemplos já foram dados e ninguém deve subestimar as decisões da Justiça.

Situação difícil
O deputado Fernando Toledo vai terminar seu período de comandante da Casa de Tavares Bastos, sem resolver os problemas graves que acometem a Assembleia Legislativa. Não resolve o problema dos salários dos servidores, empaca na decisão da Justiça sobre o número de cargos comissionados e ainda por cima tem dificuldades para manter a base aliada do governador Teotônio Vilela. Toledo estaria melhor se tivesse sido escolhido para Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado o que, convenhamos, é uma parada difícil para conseguir.
Caos completo
A Eletrobras em Alagoas parece que não existe mesmo. Com um sistema deficiente, com imensos problemas em todo o estado, ainda trata os seus servidores com indiferença. Aliado a tudo isso, insiste em tentar dar um calote nos trabalhadores que têm direito ao Plano Bresser e cujo débito já chega a mais de 1 bilhão e 200 milhões de reais. É pena que a justiça não tenha força suficiente para obrigar este governo a cumprir com suas decisões, aliás, com sentença transitada em julgado pela mais alta Corte do país.

Carona
O governo de Alagoas pegou uma carona em uma emenda do ex-deputado Francisco Tenório e faturou o prestígio da pavimentação da estrada que liga Chã Preta a Correntes, no vizinho estado de Pernambuco. Oriundo daquela região, Francisco Tenório, que tem sua mulher Rita como prefeita de Chã Preta, merece ser reconhecido pelo progresso na região.

Quem vai ser punido?
1Enquanto a OAB está fazendo o dever de casa na punição a advogados considerados antiéticos, o judiciário patina na decisão de punir juízes que teriam metido os pés pelas mãos no caso do DPVAT, em Arapiraca, onde sumiram misteriosamente 22 milhões de reais. Alguém será punido?

2No dia 18 de novembro dois advogados serão submetidos ao julgamento do Conselho Seccional da OAB. Mas alguns Conselheiros chiam porque, um juiz influente no judiciário, anda telefonando para livrar a cara do irmão, envolvido até o gogó com a corrupção no DPVAT.

Perguntar não ofende
Com um governo desastroso desse o governador Téo Vilela vai topar uma candidatura ao Senado em 2014?

Contramão
Os grandes aliados do governador Teotônio Vilela têm ficado decepcionados com a atenção de seus principais auxiliares. Não atendem telefones, reclamam quando são procurados, dificultam acessos de pessoas próximas aos que mantêm eles no poder, enfim, uma zorra total. Desse jeito fica difícil o governador pensar no Senado em 2014.

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