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Na Rio+20, Braskem aposta em economia verde
A Braskem está presente na conferência Rio+20, que começou nesta quarta-feira (13). A empresa participa do evento como apoiadora de algumas atividades e expondo suas tecnologias em prol do desenvolvimento sustentável. Entre elas, o polietileno verde, material plástico que tem a cana-de-açúcar em sua composição.Maior petroquímica das Américas, a Braskem quer alcançar a liderança mundial da química sustentável. A meta está no Visão 2020, planejamento da empresa. Para os diretores da empresa, a Rio+20 é uma oportunidade de aprofundar as discussões sobre a economia verde.“Não há como ter uma economia verde sem o envolvimento empresarial. Na Braskem estamos avançando cada vez mais nessa consideração e acreditamos que a participação em fóruns empresariais, nos quais essas práticas são discutidas e compartilhadas, é uma boa forma de avançar”, afirma Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem.
Autoquestionamento
Jorge Soto considera que as empresam devem se perguntar como podem contribuir para a evolução do desenvolvimento sustentável. “A resposta a essa pergunta motivará reflexões e ações que podem trazer oportunidades de negócios, seja na forma de redução de custos, seja na ampliação do portfólio de produtos ou na ampliação de relacionamentos e ao mesmo tempo um melhor desempenho econômico, ambiental e social”, afirma.
Plástico verde
O plástico verde desenvolvido pela Braskem também está na Rio+20. É que a empresa é fornecedora oficial dos materiais de apoio utilizados na conferência. São 50 mil squeezes (garrafas plásticas), mais 50 mil sacolas e 600 contêineres. Todos os produtos têm como matéria prima o polietileno verde produzido pela Braskem.
R$ 30 bilhões
O embaixador Luiz Alberto Figueiredo, negociador-chefe do Brasil na Rio+20, informou que o G77+China apresentaram a proposta de criação e um fundo para o desenvolvimento sustentável no mundo. A ideia é disponibilizar R$ 30 bilhões por ano nesse fundo internacional para fomentar a economia verde.
2- Sem acordo
Luiz Alberto Figueiredo também afirmou que apenas 25% do texto final da Conferência Rio+20 é consenso entre os países participantes do evento. O embaixador, no entanto, não considera que o percentual é baixo. Para Figueiredo, ainda há tempo para que os representantes dos países adaptem o texto.
1- “Aplauso de uma mão só
”O colunista Ancelmo Gois, de O Globo, publicou no começo da semana que a atriz Camila Pitanga se decepcionou com os vetos de Dilma ao Código Florestal. “O que estava péssimo ficou apenas ruim. Melhoraram o que já estava péssimo, mas o resultado continuou ruim. Veto parcial é como aplauso com uma mão só”, teria dito Camila. A artista foi uma das principais expoentes do movimento “Veta, Dilma”.
2- WWF
Embora seja conhecida por seus dotes artísticos, Camila Pitanga integra o conselho consultivo da ONG WWF. O atual presidente da entidade é o empresário Álvaro de Souza, presidente da companhia aérea Gol. A ONG ambiental defende o desenvolvimento sustentável – crescimento econômico alinhado à preservação da natureza.
Economia
Um dos compromissos assumidos pelo Comitê Nacional de Organização (CNO) da Rio+20 era economizar energia. Para tanto, todos os geradores do eventos estão utilizando biodiesel. Na realidade, 20% do óleo diesel é de origem vegetal. Com a economia, é possível abastecer um ônibus para rodar 800 mil quilômetros ou fazer uma viagem de ida e volta à lua.
Reciclagem
Uma usina de reciclagem de plásticos também está montada na Rio+20, no Parque dos Atletas. A usina vai produzir madeira plástica a partir de resíduos plásticos, possibilitando a construção de móveis. O material fica semelhante à madeira rústica. O equipamento foi montado pela Braskem em parceria com a Cetrel, empresa de engenharia ambiental ligada à petroquímica.
Patrocínio
A Braskem está patrocinando várias atividades que acontecem durante a Rio+20. Entre eles o encontro do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), workshops da ONG Global Compact, um encontro sobre sustentabilidade da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e ainda um painel de estudos da engenharia, proposto pela UFRJ, para a viabilização de um futuro sustentável.
Sem constrangimento
1- Para a ministra Izabella Teixeira, as negociações do Código Ambiental não causam constrangimento para o Brasil durante a conferência das Nações Unidas. O texto aprovado na Câmara Federal e vetado parcialmente pela presidente Dilma é alvo de críticas de várias organizações ambientais, além da própria sociedade científica brasileira.
2- “Nenhum constrangimento. Qual é o país do mundo que tem um Código Florestal que chega a proteger 80% da propriedade privada para conservar a biodiversidade. Me diz qual país do mundo que tem isso e que pode vir discutir com o Brasil”, declarou Izabella em entrevista ao G1. O portal destacou que a ministra aparentou irritação.
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