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Corrupção
'Não podemos guardar mágoas', diz ministro sobre revisão do mensalão
Lewandowski diz que fez 'malabarismo' ao acumular atividades. Para Ayres Britto, episódio sobre cronograma do julgamento está superado
O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski disse nesta quarta-feira (27) que os membros da Corte não podem "guardar mágoas" entre si, após ser questionado sobre a pressão do presidente da Corte, Ayres Britto, para que entregasse a revisão do processo na última segunda (25). O trabalho foi entregue na terça e o começo do julgamento foi remarcado do dia 1º para 2 de agosto, por determinação de Britto.
"Vivemos em um colegiado, não podemos guardar mágoas. A instituição é maior do que as pessoas que a integram", ponderou o ministro a jornalistas na tarde desta quarta.
A remarcação contrariou Lewandowski, que sustentava ser possível manter o cronograma previamente aprovado bastando publicar a revisão numa edição extra do Diário Oficial da Justiça. Ayres Britto explicou que teria rejeitado o uso da brecha para "não ensejar alegações de casuísmo" por parte dos réus no processo. Para Lewandowski, publicar a ação em edições extraordinárias é prática "comum e corriqueira" no tribunal.
Apesar do estremecimento com o presidente da Suprema Corte, Lewandowski evitou polemizar nesta quarta. Da mesma forma, Ayres Britto afirmou que, da sua parte, não havia ficado nenhum embaraço com o colega.
'Malabarismo'
Aos jornalistas, Lewandowski, ainda disse nesta quarta que teve de fazer "malabarismo" para conciliar a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a revisão do processo que apura o maior escândalo político do governo Lula. O ministro disse que "trabalhar com um cronograma fixado" representou um de seus maiores desafios.
"O prazo me foi estabelecido pelo plenário da Corte, sem a minha participação. Como integrante do colegiado, procurei cumprir esse prazo", observou.
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