24 de Maio de 2013
Jornal Extra de Alagoas

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28/06/2012 • atualizado às 09:41 por Fabiano Costa

Corrupção

'Não podemos guardar mágoas', diz ministro sobre revisão do mensalão

Lewandowski diz que fez 'malabarismo' ao acumular atividades. Para Ayres Britto, episódio sobre cronograma do julgamento está superado

O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski disse nesta quarta-feira (27) que os membros da Corte não podem "guardar mágoas" entre si, após ser questionado sobre a pressão do presidente da Corte, Ayres Britto, para que entregasse a revisão do processo na última segunda (25). O trabalho foi entregue na terça e o começo do julgamento foi remarcado do dia 1º para 2 de agosto, por determinação de Britto.

"Vivemos em um colegiado, não podemos guardar mágoas. A instituição é maior do que as pessoas que a integram", ponderou o ministro a jornalistas na tarde desta quarta.

A remarcação contrariou Lewandowski, que sustentava ser possível manter o cronograma previamente aprovado bastando publicar a revisão numa edição extra do Diário Oficial da Justiça. Ayres Britto explicou que teria rejeitado o uso da brecha para "não ensejar alegações de casuísmo" por parte dos réus no processo. Para Lewandowski, publicar a ação em edições extraordinárias é prática "comum e corriqueira" no tribunal.

Apesar do estremecimento com o presidente da Suprema Corte, Lewandowski evitou polemizar nesta quarta. Da mesma forma, Ayres Britto afirmou que, da sua parte, não havia ficado nenhum embaraço com o colega.

'Malabarismo'
Aos jornalistas, Lewandowski, ainda disse nesta quarta que teve de fazer "malabarismo" para conciliar a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a revisão do processo que apura o maior escândalo político do governo Lula. O ministro disse que "trabalhar com um cronograma fixado" representou um de seus maiores desafios.

"O prazo me foi estabelecido pelo plenário da Corte, sem a minha participação. Como integrante do colegiado, procurei cumprir esse prazo", observou.


Do G1, em Brasília

Tags: mágoas,ministro,revisão,mensalão,política,Brasil

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