01 de Agosto de 2014
Jornal Extra de Alagoas

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atualizado 17 de Outubro de 2012 - 10:37

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Prefeitos eleitos: de ladrões de merenda a pedofilia

Lista de gestores envolvidos em crimes contempla PSDB, PMDB, PSB e PDT

Foto: Reprodução

Rio Largo - Toninho Lins se reelege apesar das denúncias

Rio Largo - Toninho Lins se reelege apesar das denúncias

Acusados de pedofilia, improbidade administrativa, enrolados na Máfia das Sanguessugas, indiciados nas operações Gabiru e Taturana enfeitam a lista dos novos prefeitos de Alagoas. Mal os gestores assumam a Prefeitura (o que deve acontecer em 1º de janeiro), eles devem explicações à Justiça.Um deles é Arlindo Garrote, do PP, de Estrela de Alagoas. Ele ganhou as eleições, mas não teve tempo de comemorar. Até a madrugada desta quinta-feira, 11, estava preso na Delegacia Regional de Palmeira dos Índios. É acusado de executar atividade clandestina de radiocomunicação. Em casa, mantinha uma central de rádio para contactar cabos eleitorais.

E ele bloqueada as vias de acesso ao município no dia da eleição, impedindo o livre trânsito.O prefeito do PMDB da cidade de Ouro Branco, Atevaldo Cabral, tem uma ação em aberto- autorizada pelo Tribunal de Justiça - por crime de pedofilia.Ele teria incitado várias adolescentes à prática de atos sexuais, o que vai de encontro ao Código Penal, no artigo 218-B, que afirma ser crime “submeter, induzir ou atrais à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 anos”. A pena prevista é de quatro a dez anos de prisão.Uma adolescente de 14 anos prestou queixa contra Barbosa, alegando que ele teria oferecido R$ 300. Em seguida, Cabral teria oferecido mais R$ 800 pelo silêncio da menor. Atevaldo Cabral nega as acusações.Ficha LimpaOutros deveriam ter sido incluídos na lei da Ficha Limpa, mas acabaram salvos pela própria Justiça. É o caso dos prefeitos de Pilar, Carlos Alberto Canuto (PSC), e de Messias, Jarbas Omena (PSDB).

Ambos foram condenados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).No caso de Carlos Alberto, a condenação pelo TCU se refere às prestações enviadas ao órgão entre os anos de 1999 e 2000 e envolveram recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Canuto chegou a ser condenado a ressarcir os cofres públicos e ao pagamento de uma multa no valor de R$ 30 mil. Ele recorreu da sentença e interpôs um embargo de declaração pedindo a reformulação da decisão.Os advogados alegaram que a condenação aconteceu por conta de uma ‘falha da equipe gestora dessas contas ao prestar as contas do convênio ao TCU, porque alguns documentos importantes deixaram de ser apresentados’ e informaram que conseguiram provar a inocência de Canuto.

Ele conseguiu o registro de candidatura.No caso do prefeito de Messias, Jarbas Omena, o TCU condenou-o por superfaturamento de uma unidade móvel de saúde. Valor: R$ 80 mil a mais.O prefeito de Palmeira dos Índios, James Ribeiro (PSDB), foi reeleito. Mas, não escapou da Justiça Federal. Em março de 2008, a JF aceitou as denúncias de improbidade administrativa movidas em 2006 pelo Ministério Público Federal contra James Ribeiro- que era assessor do então deputado federal João Caldas. Era o esquema da “máfia das sanguessugas”.O prefeito eleito de Pão de Açúcar, Jorge Dantas (PSDB), escapou em 31 de julho de 2009, do indiciamento da Polícia Federal na Operação Gabiru. Ele era acusado de fraudar licitações para a merenda escolar, usando verba do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com desvios de R$ 1,8 milhão.Trinta e três pessoas foram denunciadas no esquema. Mas, Jorge Dantas e o ex-prefeito de Maragogi, Fernando Sérgio Lira, foram excluídos da denúncia por falta de provas.Fernando Sérgio concorreu- e perdeu- nas eleições em Maragogi.

Mas, o prefeito Gabiru da cidade de Matriz de Camaragibe, Marcos Paulo, vulgo Marquinhos (PMDB), continua denunciado no esquema e ganhou as eleições na cidade. Ele foi preso em 2005, por agentes da Polícia Federal. E não foi o único imbróglio a enfrentar na administração pública. Também responde por uma condenação no Tribunal de Contas da União (TCU) com o seu colega de cela e de política, o ex-prefeito Cícero Cavalcante (PMDB), que deixou a admininistração pública com seus herdeiros: Marquinhos e o prefeito de São Luiz do Quiunde, Eraldo Pedro (PMDB).Há mais prefeitos criminosos que frequentaram celas, como presos. O prefeito da Barra de Santo Antônio, Rogério Farias (PSD), foi preso em 2008, em casa.Investigações do Ministério Público Federal apontavam que Rogério encabeçava um esquema de compra de votos na cidade de Porto de Pedras. Ele foi indiciado pela Polícia Federal em oito crimes federais, entre eles, formação de quadrilha, corrupção passiva e eleitoral. O processo tramita na Justiça.


Tags: Prefeitos,ladrões,merenda,pedofilia

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