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09/11/2011 • atualizado às 00:00

Meio Ambiente

O Senado aprovou na terça-feira (25) um projeto de lei que esvazia os poderes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Criado para regulamentar o artigo 23 da Constituição – que estabelece a competência dos órgãos ambientais de estado, município e União –, uma emenda inserida na Câmara fez com que o Ibama fique impedido de multar crimes ambientais.

Com a medida, desmatamentos só poderão ser autuados se o órgão ambiental do estado onde ocorrer o crime assim desejar. A mudança foi largamente comemorada pela bancada ruralista. “Vamos tirar essas prerrogativas ditatoriais do Ibama. O Ibama quer parar o Brasil, não vai parar, não!”, bradou Flexa Ribeiro (PSDB-PA). A senadora Kátia Abreu foi mais além. “O Ibama não é a Santa Sé, ele não está acima de qualquer suspeita, não”, declarou a ruralista.
No ano passado, a então senadora Marina Silva (AC) tentou regulamentar o artigo constitucional sem dar brechas para o esvaziamento do Ibama. Mas os seus três projetos foram negados na Comissão de Constituição e Jutiça (CCJ), que tinha justamente a senadora Kátia Abreu como relatora.


Reciclagem
1 Quando o assunto é reciclagem de latas de alumínio, o Brasil está na frente. Pelo menos é o que indica a Associação Brasileira do Alumínio (Abal). Segundo a entidade, em 2010 o país conseguiu reciclar 97,6% de suas latas. O índice superou o Japão, a Argentina e até mesmo os Estados Unidos da América.

2 Estima-se que o brasileiro consuma 91 latinhas. Em 2010, foram coletadas quase 240 toneladas do material. O número equivale a mais de 17 bilhões de latinhas. Com tanta lata, a indústria da reciclagem consegue gerar 3,8 mil empregos e movimentar R$ 1,8 bilhão. Bom para a economia e bom para o ambiente.

Trabalho para ave

Falcões estão sendo utilizados de uma forma diferente e curiosa nos Emirados Árabes. As aves de rapina agora servem como um eficiente método para controle de pragas. Os antigos falcoeiros estão usando seus dotes de treinamento para fazer com
que os animais cacem roedores e pombos em arranha-céus de Abu Dhabi e Dubai. O trabalho parece ser promissor.
Visitas
O herbário do Instituto de Meio Ambiente (IMA) pode ser visitado. Cosntruído em 2008, o prédio armazena cerca de 50 mil espécimes. O local ainda possui mais de 600 livros sobre plantas. Recentemente, foram estudantes de Agronomia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) visistaram o herbário.

Desmatamento em queda
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgou que o desmatamento na Amazônia caiu 43% em setembro. Mesmo assim, a derrubada das árvores continua. De acordo com o estudo do órgão, uma área de 258,3 quilômetros quadrados de floresta foi suprimida. Quem lidera o desmatamento é Mato Grosso, maior produtor de soja, com 110,8 quilômetros quadrados de florestas derrubadas.

Semiárido
1 O professor José Gomes Alves, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), está organizando o worshop Ecossistemas do Semiárido Alagoano: Contexto Produtivo e Ações Alternativas Para a Região. O evento será realizado em Arapiraca nos dias 8 e 9 de dezembro deste ano. O workshop tem apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh),

2 No evento, serão divulgadas ações desenvolvidas por instituições no Semiárido do estado por meio de palestras, apresentações de artigos científicos e trabalhos técnicos desenvolvido por Instituições na região. “Por exemplo, em São José da Tapera, desenvolvem-se trabalhos no cultivo de pimenta e em Delmiro Gouveia, na produção de mel” - disse o professor da Ufal. Os temas abordados serão “água (fonte versus manejo)”, “contexto produtivo da região” e “bioma Caatinga”
Impensável
Dois pesquisadores brasileiros estão sendo processados pela CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico) porque divulgaram que a empresa traz sérios impactos ambientais em sua região. Hermano Castro e Alexandre Pessoa Dias, que fazem parte do staff da Fiocruz, enviaram estudo para a Defensoria Pública Federal e para o Ministério Público no qual mostram que, dentre outros problemas, a quantidade de ferro no ar nas proximidades da siderúrgica aumentou 1.000%. Lamentável.

Monitoramento
A Agência Espacial Norte Americana (NASA) lançou um satélite para pesquisas climáticas e previsão do tempo, para obter dados a curto e longo prazo. Chamada de NPP, a espaçonave ficará a 820 quilômetros de altura, monitorando terra, oceano e atmosfera. O satélite pesa duas toneladas e custou US$ 1,5 bilhão.

Parceria
A Agência Espacial Brasileira (EAB) recentemente firmou dois acordos de cooperação com a NASA. Um deles será para pesquisar a camada de ozônio e o outro para estudos sobre a chuva no planeta. Enquanto os satélites americanos coletam dados, o Brasil ficará responsável por checar as informações.

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