23 de Maio de 2013
Jornal Extra de Alagoas

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11/08/2011 • atualizado às 00:00

Máfias e consultorias

Quase todos os dias, a gente lê notícias em jornais, rádios e televisão, dizendo que "o Mi-nistério Público está investigando isto", que "o MP descobriu tal irregularidade", e outras boas notícias para o povo, mas, por mais que esta instituição seja eficiente, nós não vemos ninguém preso e condenado. A culpa pela impunidade deve recair nos julgadores. Eu sei que às vezes, é a Constituição, o Código Civil, o Código Penal e o Código Eleitoral que não permitem ações enérgicas dos Investigadores e dos Julgadores. Daí, as falcatruas e as bandalheiras "correrem frouxas", como vem acontecendo. O Brasil está repleto de quadrilhas e, a moda já chegou aqui para Alagoas. Já temos "máfias" e todo mundo já sabe quem são os seus componentes, mas, nada é feito para trancafiá-los. Há a "máfia de aluguéis" que, consegue alugar imóveis à União, ao Estado e às Prefeituras, por valores estratosféricos. Existe um aluguel por 33 mil reais, quando o preço justo, de mercado, seria de 5 mil reais. Claro que, nesta estória, tem gente que fica com 20 %. Há a "máfia dos vendedores" que consegue vender, por preços imorais, imóveis para que neles se instalem órgãos públicos. Existe a "máfia dos abrigos de ônibus", a "máfia da sinalização do trânsito", a "máfia das clínicas de trânsito", a "máfia dos Transportes Complementares e Clandestinos", a "máfia do aluguel de carros aos órgãos públicos" a "máfia dos combustíveis", a "máfia do licenciamento de vans e de táxis", a "máfia do lixo", "a máfia da merenda escolar", etc. etc. Uma é tão lucrativa que eu não a relacionei junto às demais. É a "máfia das consultorias". Esta deita e rola e leva dos órgãos públicos, milhões e mais milhões de reais, surrupiados da União, do Estado e das Prefeituras. É muito dinheiro e, a turma não quer depósitos bancários ou cheques, pois, isto é fácil de descobrir. Os negócios são feito com dinheiro vivo. A "máfia das consultorias" é tão aplicada que, para atendê-la, não precisa nem de licitações. Seus preços são elevados e confidenciais, saindo 20 % para um tolinho e 20 % para um abestalhado, pois, esse negócio de propina de 10 %, já não existe.

Eu ensinei Mecânica Aplicada e Física, durante 8 anos na ETFAL - Escola Técnica Federal de Alagoas. O nome era tradicional e usado para todas as congêneres do Brasil. Em outros Estados, só mudava o nome do Estado, se de Pernambuco, Sergipe, Bahia, etc. Uma empresa de Consultoria mudou o nome para CEFET, parecendo mais com nome de remédio. Também, todos os brasileiros conheciam o DNER - Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. Uma Consultoria mudou o nome para DENIT, nome bem parecido com o de uma doença venérea que é a "adenite". O tal DENIT está atolado em escândalos, até o gogó. Toda Alagoas conhecia a Secretaria da Educação. Por causa de muito dinheiro, uma empresa de Consultoria mudou o nome para Se-cretaria Executiva da Educação, como se existisse a Secretaria de Planejamento da Educação. Ora, para Secretaria Executiva, deveria haver outra para planejar. Para justificar os milhões divididos, acontecem destas coisas.

Já me aconselharam a contratar uma empresa de Consultoria, para planejar uma ONG que fique cuidando dos meninos de rua, do trânsito da Fernandes Lima, dos bebedores que estão nas praias e que vão dirigir, dos ônibus velhos e superlotados, dos concursos não rea-lizados e que não devolveram as taxas de inscrição, dos transportes pesados de carga que trafegam pela Fernandes Lima, etc. etc. Quem me aconselhou, disse se eu fosse do PT, com uma semana eu estaria com a ONG. Seria mais uma "máfia", mas, como nunca fui de safadezas, preferi ser, apenas, testemunha de uma delas.

Em tempo - Agradeço pela leitura dos meus artigos, aplauso e incentivo, aos amigos Dr. Ednaldo Holanda e Dr. Diógenes Tenório Filho.

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