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01/11/2011 • atualizado às 00:00
O programa Minha casa, Minha Vida se transformou numa dor de cabeça para os desabrigados das últimas enchentes no Estado de Alagoas. Gente que, antes da catástrofe, já não tinha como enfrentar as dificuldades do dia-a-dia, e, agora, esse povo está sendo cobrado de uma coisa que não comprou, não pediu, muito pelo contrário, bom ou ruim perdeu: suas antigas casas. Até, porque, essas pessoas são vítimas de uma verdadeira tragédia.
As autoridades – governos e prefeitos – deixam construir em áreas proibidas, onde se corre o risco de desabamentos e enchentes, tudo em nome do progresso e do crescimento de suas cidades. Fecham os olhos. Na verdade, estão preocupados com o voto dessas pessoas do que com a segurança e o futuro delas. São autoridades irresponsáveis que se esquecem do passado, das outras enchentes, de quantas pessoas já morreram ou ficaram desabrigadas.
Esses miseráveis – não pode ser outro o termo - vivem em barracas de lona há mais de 1 ano, num espaço quente e fedorento, com poucos banheiros, sem água para beber, cozinhar e tomar banho, pois rezam para a chegada do carro pipa, fonte de renda de alguns vereadores pelo interior do estado, uma energia deficiente e sem segurança. Agora correm o risco de assumir a prestação de uma coisa que nunca pensou e que não pode pagar, por menor que venha a ser esse valor. Para esse povo, qualquer tostão que consegue compra o pão, a farinha, a carne seca, o leite, quando sobra alguma coisa.
Agora, além do coice a queda. O Governo Federal, por meio da Caixa Econômica Federal, quer receber as prestações dos imóveis que serão brevemente liberados. De Minha Casa, Minha Vida para essas pessoas o programa se transformou em Minha Casa, Minha Dívida e, com certeza, novos inadimplentes vão se somar ao cadastro de devedores no Serasa.
Como em Alagoas, o Estado de Pernambuco também passou pelo mesmo drama. Por sinal, a enchente que chegou por aqui começou por lá e veio destruindo tudo que encontrava pela frente. Lá, o assunto já está resolvido: o governo vai bancar a contrapartida que seria assumida pelo povo. Lá, eles já acertaram tudo isso antes com o Governo Federal. Lá, como cá, o povo que não tem como pagar, não está enfrentando problema nenhum e já começou a receber suas casas.
Em Alagoas, governantes e parlamentares que não conseguiram falar a mesma língua quando da cobrança pela Caixa Econômica Federal, promoveram um encontro, em Brasília, para resolverem juntos o problema. Nessa situação não tem outro caminho: ou o Governo do Estado assume e paga a dívida ou o Governo Federal perdoa o débito na Caixa.
Como o programa Minha Casa, Minha Vida não dá nada de graça a ninguém, o mais correto é o estado assumir esse pagamento, porque não adianta reunir bancada para forçar ou implorar aos dirigentes da instituição bancária o perdão da dívida. A presidente Dilma Rousseff tem uma boa pergunta para quem chegar com o “pires” na mão: Cadê o dinheiro que foi mandado antes, quando da decretação do estado de calamidade pública para a construção de casas e estradas? E a contrapartida do governo estadual?
É, realmente, são boas perguntas. Se as casas estão quase prontas e a responsabilidade foi do Governo do Estado na construção, que esse mesmo governo assuma o compromisso do débito e acabe logo com essa tortura sobre os pobres coitados, onde já basta o sofrimento de viver esse tempo todo onde vivem e que político nenhum gostaria de ficar 1 segundo sequer.
Que o programa seja: Minha Casa, Minha Felicidade.
Minha Casa, Minha (Dí) vida
As autoridades – governos e prefeitos – deixam construir em áreas proibidas, onde se corre o risco de desabamentos e enchentes, tudo em nome do progresso e do crescimento de suas cidades. Fecham os olhos. Na verdade, estão preocupados com o voto dessas pessoas do que com a segurança e o futuro delas. São autoridades irresponsáveis que se esquecem do passado, das outras enchentes, de quantas pessoas já morreram ou ficaram desabrigadas.
Esses miseráveis – não pode ser outro o termo - vivem em barracas de lona há mais de 1 ano, num espaço quente e fedorento, com poucos banheiros, sem água para beber, cozinhar e tomar banho, pois rezam para a chegada do carro pipa, fonte de renda de alguns vereadores pelo interior do estado, uma energia deficiente e sem segurança. Agora correm o risco de assumir a prestação de uma coisa que nunca pensou e que não pode pagar, por menor que venha a ser esse valor. Para esse povo, qualquer tostão que consegue compra o pão, a farinha, a carne seca, o leite, quando sobra alguma coisa.
Agora, além do coice a queda. O Governo Federal, por meio da Caixa Econômica Federal, quer receber as prestações dos imóveis que serão brevemente liberados. De Minha Casa, Minha Vida para essas pessoas o programa se transformou em Minha Casa, Minha Dívida e, com certeza, novos inadimplentes vão se somar ao cadastro de devedores no Serasa.
Como em Alagoas, o Estado de Pernambuco também passou pelo mesmo drama. Por sinal, a enchente que chegou por aqui começou por lá e veio destruindo tudo que encontrava pela frente. Lá, o assunto já está resolvido: o governo vai bancar a contrapartida que seria assumida pelo povo. Lá, eles já acertaram tudo isso antes com o Governo Federal. Lá, como cá, o povo que não tem como pagar, não está enfrentando problema nenhum e já começou a receber suas casas.
Em Alagoas, governantes e parlamentares que não conseguiram falar a mesma língua quando da cobrança pela Caixa Econômica Federal, promoveram um encontro, em Brasília, para resolverem juntos o problema. Nessa situação não tem outro caminho: ou o Governo do Estado assume e paga a dívida ou o Governo Federal perdoa o débito na Caixa.
Como o programa Minha Casa, Minha Vida não dá nada de graça a ninguém, o mais correto é o estado assumir esse pagamento, porque não adianta reunir bancada para forçar ou implorar aos dirigentes da instituição bancária o perdão da dívida. A presidente Dilma Rousseff tem uma boa pergunta para quem chegar com o “pires” na mão: Cadê o dinheiro que foi mandado antes, quando da decretação do estado de calamidade pública para a construção de casas e estradas? E a contrapartida do governo estadual?
É, realmente, são boas perguntas. Se as casas estão quase prontas e a responsabilidade foi do Governo do Estado na construção, que esse mesmo governo assuma o compromisso do débito e acabe logo com essa tortura sobre os pobres coitados, onde já basta o sofrimento de viver esse tempo todo onde vivem e que político nenhum gostaria de ficar 1 segundo sequer.
Que o programa seja: Minha Casa, Minha Felicidade.
